quinta-feira, 25 de abril de 2019

O amor para comigo

Parece que o grande enfrentamento humano é a solidão.
Não importa a idade ou a quantidade de relacionamentos que você possa ter. Parentes, amigos, o que seja.
Passamos toda a vida tentando camuflar a grande dor que é nascer sozinho.
Isso de completar a jornada sozinho, mesmo e muito embora com muita gente ao lado, é difícil.
Nascer para trilhar um caminho que não vai ser conjunto, que não vai ser seguido por ninguém.
Tem que estar pronto para mesmo quando, com as pessoas que amamos, prontos também para as despedidas. Elas também só ficam por um tempo, por um tempo delas, para cumprir com a jornada delas.
Isso de tentar preencher com o outro, a gente passa a vida toda tentando. Por um tempo, ou por vários, ou com alguém, ou com muitos alguéns até que a gente consegue. Mas agente é sozinho não é um a gente junto.
É o que é difícil compreender e passamos a vida toda tentando ou esconder ou tapar ou escapar dela: a solidão.
Parece inadmissível que o que tem que ser romantizado, como os poetas já sabiam, não é o amor para com o outro e sim a solidão para comigo. Eu & a solidão. O amor para comigo.
É a única companhia verdadeira. Porque o eu preso dentro do corpo não se junta a ninguém mais. Essa interação que almejamos é quase que uma junção que é fisicamente e espiritualmente impossível.
O vazio existe porque só sou "eu" dentro do meu próprio corpo. Eu & a solidão.
O amor para comigo.
E a partir disto: nada mais importa.

quinta-feira, 28 de março de 2019

me gusta leerte

me gusta leerte
finalmente mirar las cosas como de arriba de un avión
nos hace lo que somos hoy
ver cómo y dónde estábamos parados hace dos o cuatro años sea mental o físicamente
trae un alivio que la claridad hoy nos proporciona
si vemos un progreso o si estamos estancados
es hermoso ver que el pasado a pesar de todo sigue siendo bonito
y lo que tenemos ahora puede ser creado ahora mismo...
el mundo es cíclico y esta al punto
vamos a esperar para ver esto

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Limbo

Já faz vários dias que entrei em limbo absoluto
Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo - continuamente sem folga
Não me deram ainda tempo de parar, tempo de me sentir de férias
Alguns pesos nas costas se foram, mas
Muito rapidamente outros maiores entraram no lugar
Com a mente cheia e absorta
Nenhum pensamento chega a conclusão nenhuma
E mesmo parando de falar para escutar o que a mente diz
A mente não se traduz facilmente
É bom jogar fora algumas obrigações que inventamos ser necessárias
Não são
Mas ao mesmo tempo é muito mais difícil retornar a um estado anterior
A um estado mental onde aquilo era necessário
Muitas coisas deixaram de ser
A um nível tão absurdo
Que ando pensando se tem algo realmente necessário nessa vida
O ritmo tão intenso e desenfreiado de dezembro e janeiro
Me fizeram querer por favor ter uma pausa
Uma pausa do que eu acreditei ser o meu cotidiano
Uma pausa de tudo com que eu preenchia o meu dia-a-dia
E cada vez mais pode ser tudo diferente de novo
Estou muito mais dentro do casulo interno
Esquentando as ideias
Preparando o bolo
Me perguntando aonde quero chegar
sábado, 22 de dezembro de 2018

O suficiente

As pessoas não são românticas o suficiente e isso me brocha um pouco
Não negarei
Sabe o romantismo das coisas
Talvez eu espere um tanto quanto demais
Um mundo aparentemente bonito
E me deparar toda vez com a realidade
Com as pessoas sendo escrotas
Isso me deixa na badzinha
Naquela frustraçãozinha do que era só isso
Naquele sensação que de poderia ter me deixado no escuro
Que poderia não ter me dito nada
Sabe aquele balde d'água fria
Poderia ser um de esperança
Acredito que meus muitos anos de querer o amor
Me tornaram alguém que não acredita em absoluto no amor
 
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